Estudo de caso · Stack

Como a Creditas trocou Ruby por Kotlin e foi para Kubernetes na AWS

A Creditas oferece crédito com garantia de imóvel, de veículo e consignado no Brasil. Começou num monolito em Ruby, levou os serviços novos para Kotlin e Spring Boot, roda tudo em Kubernetes na AWS e hoje usa agentes de IA na manutenção e no design system.
Copiar stackcreditas.com Crédito com garantia e crédito pessoal · Brasil · fundada em 2012

A stack da Creditas

Abrir no montador

Linguagem

  • Kotlinmedium.com

    Linguagem principal dos serviços que saíram do monolito em Ruby.

    Por quê: Null safety e data classes acabaram com a necessidade de testar toda uma categoria de erros.

Biblioteca de interface

  • shadcn/uimedium.com

    Base dos componentes do design system Lemon Pie.

    Por quê: A CLI gera a estrutura acessível do componente, com WAI-ARIA de graça.

Hospedagem

  • AWSmedium.com

    Nuvem onde rodam as aplicações e a plataforma de dados.

  • Kubernetes (Amazon EKS)medium.com

    Roda as aplicações, no lugar do modelo antigo de deploy com ECS e Terraform.

    Por quê: Não queriam gastar tempo cuidando de um cluster de Kubernetes na mão.

  • Terraformmedium.com

    Gerencia como código os recursos da AWS, inclusive o ambiente analítico.

    Por quê: A infraestrutura tinha deixado de ser código e eles queriam retomar o controle.

Banco de dados

  • PostgreSQLmedium.com

    Bancos de produção das aplicações.

Estilo e kit de interface

  • Tailwind CSSmedium.com

    Estiliza todos os componentes do design system, junto com variáveis CSS globais.

    Por quê: Mudar uma variável leva a marca para todos os componentes de uma vez.

  • Style Dictionarymedium.com

    Exporta os tokens de design para CSS, Swift e Kotlin.

    Por quê: Os tokens são definidos uma vez e chegam a web, iOS e Android sem cópia manual.

Build e runtime

  • GitHub Actionsmedium.com

    Roda o agente de manutenção em execuções curtas.

    Por quê: Assim a plataforma do agente não tem servidor próprio para manter.

Busca de dados

  • Amazon Redshiftmedium.com

    Entrega as tabelas analíticas finais que vêm do data lake no S3.

    Por quê: É um banco feito para análises complexas sobre os dados.

Framework de servidor

  • Spring Bootmedium.com

    Framework dos serviços em Kotlin, junto com Spring Data e Spring Security.

  • Rubymedium.com

    Linguagem do monolito original em Hanami e de um microsserviço antigo em Rails.

Modelo de IA

  • Amazon Bedrockmedium.com

    Provedor de modelos do agente de manutenção O Zelador.

    Por quê: Já era a infraestrutura de modelos que a Creditas usava.

  • OpenHandsmedium.com

    Agente de código que cuida da manutenção que ninguém prioriza.

Erros

  • New Relicmedium.com

    Monitoramento de desempenho configurado para cada aplicação nova.

  • Datadogmedium.com

    Fonte dos erros recorrentes de produção em logs e traces que o agente de IA ataca.

Como montaram

Saindo do Ruby para o Kotlin

A Creditas começou com um monolito em Ruby no framework Hanami, além de um microsserviço mais novo em Rails. Em 2018, o time se perguntou se o Ruby ainda servia, porque o monolito não acompanhava o ritmo de mudança.

Depois de comparar C#, Scala, Java e Kotlin, extraíram um contexto pequeno e bem definido para um serviço em Kotlin. Null safety e data classes eliminaram toda uma categoria de testes, o mesmo contexto caiu de 1.174 linhas em Ruby para 650 em Kotlin, e deu para aproveitar bibliotecas Java maduras e o mercado grande de devs Java.

Fontes:medium.com medium.com medium.com

Do ECS para Kubernetes no EKS

No começo, o time subia servidores com Ansible e depois escolheu o Amazon ECS, porque o EKS ainda estava em preview. Quando a infraestrutura deixou de ser código, trouxeram o Terraform para gerenciar os recursos da AWS.

O passo seguinte foi Kubernetes no Amazon EKS, escolhido para ninguém ter que cuidar de cluster na mão. Uma CLI interna chamada cliditas, escrita em Go, esconde os manifestos dos devs, e em 2022 o time ajustou o cluster-autoscaler depois de ver deploys esperando até seis minutos por máquinas novas.

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Um ambiente analítico na AWS

Os dados de produção ficam em PostgreSQL. Para analisar, o AWS DMS leva os dados para um data lake no S3, o AWS Glue processa e o Amazon Redshift entrega as tabelas finais, tudo criado com Terraform.

Fontes:medium.com

Agentes de IA na manutenção e no design

Em 2026, a Creditas colocou um agente de IA chamado O Zelador para cuidar do que ninguém prioriza. Ele roda o OpenHands no GitHub Actions com modelos do Amazon Bedrock e puxa sinais do Dependabot, de SAST e de erros recorrentes de produção no Datadog.

O novo design system Lemon Pie mantém Figma e código sincronizados por agentes de IA. Os componentes partem do shadcn/ui sobre Tailwind e variáveis CSS, e o Style Dictionary exporta os tokens para web, iOS e Android.

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